O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), iniciou as conversas para mudar sua equipe no segundo mandato, e o MDB no governo Tarcísio pode ganhar mais espaço. A movimentação ocorre após a participação do grupo do prefeito Ricardo Nunes na campanha de reeleição do governador e o pedido de saída do secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva (PSD), feito na quinta-feira (15).
A saída de Eleuses abre uma das primeiras discussões sobre a nova composição do secretariado. Luiz Carlos Zamarco, secretário municipal da Saúde de São Paulo, e Maurício Serpa, secretário-adjunto da pasta, estão entre os nomes cotados para substituí-lo.
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MDB PODE GANHAR ESPAÇO
O grupo político de Ricardo Nunes participou diretamente da coordenação da campanha de Tarcísio. Agora, aliados do governador apontam que o MDB poderá ampliar sua participação na administração estadual.
Ricardo Nunes, porém, nega que exista uma cota de cargos para o partido ou que esteja fazendo indicações. Segundo o prefeito, a escolha dos secretários cabe ao governador.
PSD DE KASSAB
Enquanto o MDB ganha força nas conversas, o PSD de Gilberto Kassab enfrenta a perspectiva de perder espaço no próximo governo.
A disputa por espaço no governo tem um antecedente importante. Em março, o vice-governador Felicio Ramuth deixou o PSD de Gilberto Kassab e se filiou ao MDB, após o desgaste provocado pela disputa pela vaga de vice na chapa de Tarcísio. O governador manteve Ramuth no posto, e o MDB passou a ocupar uma posição que antes pertencia ao PSD.
A possível redução do espaço do PSD de Gilberto Kassab já vinha sendo discutida entre aliados de Tarcísio. A saída de Eleuses Paiva, integrante do partido, acrescenta um novo elemento às negociações.
As mudanças ainda estão em discussão, e a composição definitiva do secretariado não foi anunciada.
SECRETÁRIOS COTADOS PARA BRASÍLIA
Outro fator que pode influenciar as escolhas de Tarcísio é a possibilidade de integrantes de sua equipe serem convidados para um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), caso o senador vença a eleição presidencial.
Entre os nomes mencionados nas conversas estão Renato Feder, da Educação; Natália Resende, da Infraestrutura; Caio Paes de Andrade, do Governo Digital; Rafael Benini, de Parcerias e Investimentos; e Samuel Kinoshita, da Fazenda.
A eventual saída desses secretários poderia abrir outras vagas na administração paulista. Por enquanto, os nomes são tratados como possibilidades, sem confirmação de convites ou nomeações.




