A disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) levou 698 processos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apenas no primeiro turno das eleições de 2026. O número representa um aumento de 165% em relação a 2022, quando foram registradas 263 ações envolvendo as duas principais campanhas presidenciais.
O levantamento publicado pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (12) mostra como a polarização política também ganhou força no Judiciário, com disputas sobre propagandas, publicações nas redes sociais e pedidos de direito de resposta.
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FLÁVIO LIDERA AÇÕES
A campanha de Flávio e o PL apresentaram 343 processos, quase metade do total. Já Lula e o PT foram responsáveis por 265 ações.
Dos 698 processos no TSE, 358 foram confrontos diretos entre as duas campanhas. Em 2022, esse número havia sido de apenas 77.
O instrumento mais utilizado foi a representação eleitoral, com 355 ações. Nesse tipo de processo, uma campanha pede à Justiça que interrompa uma prática considerada irregular.
Além disso, foram registrados 206 pedidos de direito de resposta.
DISPUTAS CHEGARAM AO STF
Um dos casos envolveu publicações que associavam Flávio a uma suposta proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, intenção negada pelo candidato.
A discussão chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), após decisões divergentes sobre a retirada de postagens. Posteriormente, o plenário do TSE restringiu a exclusão às publicações que associavam Flávio a um projeto específico.
Outra disputa envolveu uma propaganda de Lula que relacionava Flávio ao caso das chamadas rachadinhas. A peça chegou a ser suspensa, mas o TSE reverteu a decisão e permitiu sua divulgação.
DECISÕES DA JUSTIÇA
Até o levantamento, cerca de 44% das representações haviam recebido decisão. Entre elas, 55 favoreceram Lula e 50 favoreceram Flávio.
Nos pedidos apresentados diretamente pelas campanhas, Flávio teve 33 decisões favoráveis e 23 negativas. Já Lula conseguiu 30 decisões favoráveis e recebeu 13 negativas.
Os números consideram apenas o primeiro turno. Com a disputa presidencial ainda em andamento, novas ações podem chegar ao TSE até a votação de 25 de outubro.




