A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação de Flávio Bolsonaro (PL) e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL). A ação, apresentada na quarta-feira (21), acusa a candidatura adversária de ter sido beneficiada por supostas irregularidades envolvendo a Meta, dona do Instagram e do Facebook, e outras plataformas digitais.
Os advogados de Lula alegam abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Segundo a campanha, sistemas de recomendação, anúncios e ferramentas de inteligência artificial teriam ampliado conteúdos favoráveis a Flávio e prejudicado publicações do presidente.
A reclamação contra a empresa não é nova. Em 11 de outubro, a campanha já havia apresentado uma acusação anterior de favorecimento pela Meta, após relatar problemas com publicações e anúncios durante a disputa eleitoral.
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ACUSAÇÕES CONTRA A META
A ação questiona diferenças no alcance das publicações dos candidatos e no funcionamento das ferramentas de inteligência artificial. Os advogados sustentam que essas situações teriam prejudicado a campanha petista e criado vantagens indevidas para Flávio Bolsonaro.
O caso já havia provocado uma cobrança de explicações à Meta pelo TSE. Na ocasião, a Justiça Eleitoral deu 48 horas para a empresa responder aos problemas apresentados pela campanha de Lula.
META NEGA FAVORECIMENTO
A Meta nega ter favorecido qualquer candidato. Sobre as diferenças observadas na geração de imagens por inteligência artificial, a empresa reconheceu uma falha específica em seus mecanismos de proteção, mas afirmou que ela não resultou de preferência política e que foi corrigida.
Na nova ação, a campanha também cita uma rede de 255 perfis que teria produzido 1.204 publicações e alcançado 58,6 milhões de visualizações em um mês. Os números integram as alegações apresentadas à Justiça Eleitoral e ainda dependem de avaliação das provas.
PEDIDO CHEGA AO CORREGEDOR
A controvérsia ocorre em meio a outras disputas judiciais envolvendo as redes sociais. Em setembro, uma investigação sobre uma rede de perfis de apoio a Flávio já tratava de suspeitas de impulsionamento eleitoral no Instagram.
Esse procedimento é diferente da nova ação contra a chapa presidencial.
O pedido de cassação de Flávio será analisado pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do TSE. A ação também pede a apuração das condutas apontadas pela campanha de Lula.



