TSE investiga rede suspeita de impulsionar Flávio Bolsonaro

TSE investiga rede suspeita de impulsionar Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro e Mario Frias - Foto: redes sociais
Justiça cobra dados de 74 perfis e mira collabs e vendas online.

O Tribunal Superior Eleitoral abriu uma investigação sobre uma rede de perfis no Instagram suspeita de impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A apuração alcança o senador, seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, e o deputado federal Mario Frias.

A ação foi apresentada pela coligação de Lula e aponta possível uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder econômico. O foco está em postagens feitas em colaboração entre contas eleitorais, conhecidas como collabs, que ampliam a distribuição do conteúdo.

REDE DE PERFIS

O relatório entregue ao TSE cita 74 perfis e 207 publicações em coautoria, 26 delas ligadas ao PL. Segundo a acusação, havia um padrão de associação entre candidaturas proporcionais e a campanha presidencial de Flávio.

A decisão do TSE mandou preservar dados e identificar os responsáveis pelas contas investigadas. A nova apuração se soma a outras disputas levadas pelas campanhas de Lula e Flávio ao TSE. Flávio e os demais citados terão cinco dias para apresentar defesa.

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor eleitoral em exercício, considerou que os documentos apresentados permitem a abertura da investigação. Ele determinou que o Facebook forneça, em 48 horas, dados sobre titulares, administradores e conexões entre os perfis.

VENDAS ONLINE

A investigação também alcança links de uma loja na Shopee que vende produtos associados à campanha. Doze perfis teriam divulgado o comércio, e a coligação questiona se houve arrecadação eleitoral sem comunicação prévia.

O TSE mandou retirar os links de venda das páginas investigadas e ordenou que a Shopee identifique os responsáveis pela loja. A multa diária por descumprimento pode chegar a R$ 50 mil por obrigação. O pedido para suspender a loja inteira, porém, foi rejeitado neste momento.

RISCO DE PROVA

Seis páginas mencionadas na ação saíram do ar entre 9 e 17 de setembro. Por isso, Cueva afirmou haver risco de perda dos registros digitais e acelerou as medidas de preservação.

 

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