O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, rejeitou transformar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal em bandeira política e defendeu estabilidade institucional em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Kassab afirmou que torce para que não haja “caos institucional” caso Flávio vença a eleição, embora tenha dito não acreditar nesse cenário.
O dirigente defendeu fiscalização, investigação e transparência sobre a atuação das instituições, mas criticou a ideia de colocar o impeachment de ministros do STF no centro da agenda política.
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RECADO À DIREITA
A posição de Kassab funciona como um sinal de moderação institucional diante de setores da direita que defendem uma postura mais dura em relação ao Supremo.
Para o presidente do PSD, o debate sobre o STF deve permanecer dentro dos mecanismos institucionais, sem transformar a destituição de ministros em bandeira de governo.
PSD MANTÉM AUTONOMIA
Kassab também reiterou que o PSD continuará independente no segundo turno.
O partido liberou seus filiados e, segundo o dirigente, poderá apoiar projetos que considere positivos independentemente de quem vencer a eleição presidencial.
Ele citou tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Flávio Bolsonaro ao defender essa postura.
APOIO PROJETO A PROJETO
Ao tratar de um eventual governo Flávio, Kassab afirmou confiar na estabilidade da democracia brasileira.
O posicionamento reforça a estratégia do PSD de manter autonomia e negociar apoio projeto a projeto, sem aderir automaticamente a uma agenda de confronto com o Supremo.
Assim, Kassab sinaliza disposição para cooperar com o próximo governo, mas preserva distância de pautas que possam ampliar tensões institucionais.




