O pedido de impeachment de Ricardo Nunes (MDB) será analisado nesta quinta-feira (29), às 16h30, por uma comissão especial da Câmara Municipal de São Paulo.
O PSOL acusa Nunes de descumprir uma ordem da Justiça Eleitoral que exigia a circulação de 100% da frota operacional de ônibus no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25).
A denúncia também aponta suposta pressão sobre servidores municipais para participar da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
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OFENSIVA DO PSOL
O pedido foi apresentado pelos vereadores Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista, todos do PSOL.
A determinação sobre os ônibus surgiu de uma ação popular apresentada por Luana Alves, Sâmia Bomfim e Mônica Seixas, também do PSOL.
Dados atribuídos à SPTrans apontam que foram realizadas 95.552 das 163.015 viagens previstas, equivalente a 58,6% da programação. A decisão judicial previa multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
PREFEITURA SE DEFENDE
Ricardo Nunes nega que tenha faltado transporte para os eleitores. A Prefeitura afirma que recebeu a ordem judicial na véspera da votação e que o prazo dificultou a reorganização das escalas.
A administração também informou ter aplicado mais de R$ 1 milhão em multas às empresas por viagens não realizadas.
DECISÃO NA CÂMARA
A comissão que analisa o impeachment de Ricardo Nunes tem sete integrantes, dos quais cinco são apontados como alinhados à gestão municipal. O grupo dispõe de até dez dias para decidir sobre a admissibilidade da denúncia.
A vereadora Luana Alves (PSOL) defende o afastamento do prefeito e critica a possibilidade de votação a portas fechadas.
Se o pedido for rejeitado pela comissão, será arquivado. Caso avance, ainda precisará passar pelo plenário da Câmara, onde dependerá do apoio de 33 vereadores.



