Taubaté rejeita repúdio a Flávio Bolsonaro por PEC da Liberdade

Taubaté rejeita repúdio a Flávio Bolsonaro por PEC da Liberdade
Câmara de Taubaté 📷 Vittor Sales
Moção do PT teve apenas dois votos favoráveis e foi derrubada por 12 vereadores.

A Câmara de Taubaté rejeitou por 12 votos a 2 uma moção de repúdio ao apoio de Flávio Bolsonaro (PL) à PEC da Liberdade, na terça-feira (13). O documento foi apresentado pelo vereador Isaac do Carmo (PT), que criticou os riscos da proposta para os trabalhadores.

A tentativa de repudiar o candidato à Presidência terminou com apenas dois votos favoráveis: o do próprio Isaac e o da vereadora Talita (PSB). Outros 12 vereadores votaram contra a moção.

A PEC da Liberdade, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), é defendida por Flávio como alternativa à proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

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PT PERDE VOTAÇÃO

Isaac do Carmo tentou aprovar uma manifestação de repúdio ao posicionamento de Flávio Bolsonaro, mas não conseguiu apoio da maioria dos vereadores.

Os 12 parlamentares que votaram contra a moção foram:

  • Alberto Barreto (PRD)
  • Bilili de Angelis (PP)
  • Boanerge dos Santos (União)
  • Diego Fonseca (PL)
  • Jessé Silva (Podemos)
  • Dentinho (PP)
  • Neneca (PDT)
  • Nicola Neto (Novo)
  • Nunes Coelho (Republicanos)
  • Bobi (PRD)
  • Vivi da Rádio (Republicanos)
  • Zelinda Pastora (PRD)

O presidente da Câmara, Richardson da Padaria (União), não votou.

Outros quatro vereadores registraram presença, mas não participaram da votação: Ariel Katz (PDT), Douglas Carbonne (Solidariedade), Moises Pirulito (Podemos) e Edson Oliveira (PSD).

O QUE MUDA

A PEC da Liberdade propõe permitir que trabalhadores negociem seus horários de trabalho com os empregadores.

Em 6 de outubro, Flávio Bolsonaro defendeu a proposta ao ser questionado sobre o fim da escala 6×1. O senador afirmou preferir uma alternativa que desse ao trabalhador liberdade para escolher sua carga horária.

A proposta, porém, enfrenta críticas sobre possíveis efeitos nos salários e nos direitos trabalhistas.

RISCO DE ESCALA 7X0

Na moção, Isaac do Carmo afirmou que a PEC da Liberdade poderia abrir espaço para salários inferiores ao mínimo nacional e para a redução de direitos.

O vereador também alertou para o risco de uma “escala 7×0”, com trabalho nos sete dias da semana e sem descanso garantido.

Essas consequências são apontadas pelo autor da moção como riscos da proposta. Não se trata de uma escala já aprovada.

Para Isaac, a iniciativa contraria a proposta de acabar com a escala 6×1, que busca reduzir os dias trabalhados durante a semana.

Com a votação, a Câmara de Taubaté rejeitou o pedido de repúdio ao posicionamento de Flávio Bolsonaro. A decisão não representa uma votação sobre a aprovação ou rejeição da PEC no Congresso Nacional.