Anderson tenta manter adicional da GCM após decisão do TJ

Anderson tenta manter adicional da GCM após decisão do TJ
Projeto busca criar critérios mais objetivos para manter vantagem salarial antes do prazo fixado pelo Tribunal de Justiça.

O prefeito Anderson Farias enviou nesta quarta-feira (12.ago.2026) à Câmara de São José dos Campos um projeto para manter o adicional da GCM  derrubado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por considerar inconstitucional a legislação atual.

A decisão do TJ deu ao município prazo até o fim de setembro para suspender o pagamento. Agora, Anderson tenta reformular a lei antes que o benefício deixe de ser pago aos guardas municipais.

ADICIONAL DA GCM

O projeto será lido na sessão desta quinta-feira (13.ago.2026) e seguirá para análise das comissões da Câmara antes da votação em plenário.

Anderson pediu tramitação em regime de urgência. Nesse modelo, a proposta deve ser apreciada pelos vereadores em até 45 dias.

O novo texto mantém o percentual de 55% e tenta corrigir as razões usadas pelo Tribunal de Justiça para derrubar a legislação anterior.

DECISÃO DO TJ

Em março, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça declarou inconstitucional o pagamento nos moldes existentes e estabeleceu prazo de 180 dias para o município interromper o adicional.

A discussão começou após ação da Procuradoria-Geral de Justiça, que questionou a forma como o benefício havia sido previsto na legislação municipal.

Segundo o entendimento apresentado no processo, a norma tratava o risco de forma genérica, sem definir situações específicas ou extraordinárias que justificassem a vantagem.

NOVA REDAÇÃO

Na justificativa enviada ao Legislativo, Anderson sustenta que a decisão judicial não negou a existência de risco nas atividades desempenhadas pela Guarda Civil Municipal, mas apontou falta de critérios mais objetivos na lei.

“Adequar e aperfeiçoar a redação legal vigente, conferindo parâmetros objetivos, técnicos e verificáveis para a caracterização das atividades de risco.”

O projeto passa a listar atividades operacionais que, segundo o governo municipal, justificam o pagamento, como patrulhamento preventivo, atendimento de ocorrências de violência doméstica, fiscalização de trânsito, segurança de eventos e ações integradas com outras forças de segurança.

IMPACTO NO SALÁRIO

O adicional foi criado em 2008 com percentual de 35%. Em 2023, a legislação municipal ampliou o valor para 55%, percentual que Anderson pretende preservar.

A estrutura da GCM prevê 432 cargos, sendo 410 guardas municipais, 15 inspetores e 7 inspetores regionais.

OUTRO PROJETO

No mesmo dia, Anderson enviou outra proposta relacionada à carreira da GCM, com alterações salariais em determinados níveis de progressão.

Segundo os valores apresentados pelo governo municipal, esse segundo projeto pode gerar impacto adicional de R$ 157 mil em 2026, R$ 1,6 milhão em 2027 e R$ 5,6 milhões em 2028.

As duas propostas dependem agora da análise da Câmara Municipal de São José dos Campos.

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