Cidade muda lei após decisão do TJ e preserva adicional da GCM

Cidade muda lei após decisão do TJ e preserva adicional da GCM
GCM de São José em formação. 📸 Cláudio Vieira/Prefeitura
Após decisão do TJ, Anderson Farias sanciona lei que mantém adicional de 55% para 362 guardas municipais em São José dos Campos.

O prefeito Anderson Farias (PSD) sancionou uma nova lei para manter o adicional de risco de vida de 55% pago aos guardas civis municipais de São José dos Campos. A medida alcança os 362 agentes da corporação.

A Prefeitura publicou a norma nesta sexta-feira (18.set.26), antes do prazo para interromper o pagamento previsto em uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. A decisão havia considerado inconstitucional a legislação anterior sobre o benefício.

Todos os integrantes da Guarda Civil Municipal recebem a gratificação.

DECISÃO DO TJ

Em novembro de 2025, a Procuradoria-Geral de Justiça questionou o benefício no TJ. Para o órgão, a lei concedia o adicional de forma genérica, sem apontar situações excepcionais que justificassem o pagamento.

O Órgão Especial do tribunal acolheu o argumento em 25 de março de 2026. Os desembargadores entenderam, por unanimidade, que a legislação não definia condições específicas de risco. Além disso, deram ao município 180 dias para encerrar o pagamento pela regra anterior.

NOVA REDAÇÃO

Antes da sanção, o Radar Político mostrou a proposta de Anderson para adequar o adicional à decisão judicial. O texto buscava estabelecer critérios mais objetivos para as atividades de risco da GCM.

Na quinta-feira (17), os vereadores aprovaram o projeto por unanimidade. No dia seguinte, Anderson sancionou a lei. A nova redação mantém o percentual de 55%, mas detalha as atividades que podem justificar o adicional.

Entre elas, o prefeito citou o patrulhamento preventivo, o atendimento de ocorrências de violência doméstica, a fiscalização operacional de trânsito e a segurança de eventos. Também mencionou o trabalho armado, o uso de motocicletas e as ações conjuntas com outras forças de segurança.

Anderson argumentou que o TJ não negou os riscos da atividade. Segundo o prefeito, a decisão exigia uma definição legal mais precisa das situações que autorizam o pagamento.

VALOR DO ADICIONAL

Quando a cidade criou o benefício, em 2008, os guardas recebiam um acréscimo de 35% sobre o padrão de vencimento. Em 2023, o percentual subiu para 55%. A lei sancionada agora preserva esse índice.

A Prefeitura também publicou nesta sexta-feira outra lei sobre a carreira da GCM. Ela amplia os salários de determinados níveis de progressão e deve gerar despesa adicional de R$ 157 mil em 2026, R$ 1,6 milhão em 2027 e R$ 5,6 milhões em 2028. Esses valores dizem respeito à mudança na carreira, não ao custo anual do adicional de risco.

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