Carlinhos é alvo em caso do BRT

Carlinhos é alvo em caso do BRT
Investigação aponta problemas em contrato para projeto de transporte que não saiu do papel

Carlinhos Almeida (PT) voltou a ser citado em um processo que questiona contratos firmados durante sua passagem pela Prefeitura de São José dos Campos. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) aponta problemas na contratação da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp) para desenvolver estudos do projeto do BRT, sistema de transporte que nunca foi implantado na cidade.

Segundo a denúncia aceita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a fundação teria funcionado como uma intermediária, pois contratou outras empresas para executar todos os serviços previstos no acordo com a prefeitura.

O CONTRATO

Durante a gestão de Carlinhos Almeida, a prefeitura contratou a Fusp para realizar pesquisas, estudos e elaborar o projeto básico do BRT.

De acordo com o Ministério Público, a fundação não tinha estrutura própria suficiente para executar o trabalho e acabou subcontratando 100% dos serviços.

O projeto de transporte coletivo, porém, não avançou e muito menos chegou a ser implantado em São José dos Campos.

EMPRESAS ENVOLVIDAS

A investigação também questionou a relação entre empresas contratadas e pessoas ligadas à direção da fundação.

Segundo o MPSP, uma das empresas que recebeu pagamentos da Fusp tinha como sócios familiares de José Roberto Cardoso, então presidente da instituição.

O contrato com essa empresa envolveu R$ 546 mil, conforme apontado na investigação.

Outra empresa contratada para serviços de topografia também entrou na análise do Ministério Público por possíveis conflitos de interesse.

O caso envolve contratos assinados em 2015, durante a administração de Carlinhos Almeida, que foi vereador, deputado estadual e federal pelo PT antes de assumir a prefeitura.

Após deixar o cargo, o ex-prefeito passou a atuar como assessor do deputado estadual Emídio de Souza (PT).

 

Mais sobre são-josé-dos-campos