ELEIçõES 2026🇧🇷 BRASIL

Eduardo Bolsonaro vira suplente de quem ele mesmo escolheu ao Senado

Filho 02 de Bolsonaro abre mão de disputar o Senado e vira suplente de André do Prado na chapa paulista
Eduardo Bolsonaro vira suplente de quem ele mesmo escolheu ao Senado

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) confirmou o apoio a André do Prado (PL), presidente da Alesp, para o Senado em 2026. Em um movimento que surpreendeu, o entorno do político presidente da ALESP tem ventilado que Eduardo vira suplente na chapa paulista.

A decisão foi selada durante um encontro presencial no Texas, Estados Unidos, onde Eduardo reside no momento. O acordo contou com a articulação direta do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para alinhar a base do governador Tarcísio de Freitas. A união tenta pacificar as diferentes alas da direita em São Paulo.

COMPROMISSO IDEOLÓGICO

Em troca do apoio, André do Prado assumiu o compromisso de votar com o grupo conservador em pautas ideológicas no Congresso Nacional. O acerto prevê que o parlamentar defenda pedidos de impeachment contra ministros do STF e apoie projetos que limitem a atuação da Suprema Corte.

Aliados de Eduardo explicaram que a suplência é estratégica para o futuro do grupo na política nacional. Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a eleição para o Palácio do Planalto, André do Prado poderia assumir um ministério, abrindo espaço para o suplente no Senado. O plano projeta a possível volta de Eduardo Bolsonaro ao Legislativo através da suplência.

UNIÃO DA DIREITA?

A definição da chapa tenta encerrar as resistências da ala mais ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O grupo via Prado com desconfiança por seu perfil moderado e articulador. Eduardo vira suplente para garantir a fidelidade do nome escolhido.

Com a vaga preenchida, o grupo de Tarcísio de Freitas agora foca na composição da segunda cadeira ao Senado na chapa majoritária. O nome mais cotado para o posto é o do ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite. Há ainda o confronto direto com um ex-aliado, Ricardo Salles, que também pretende disputar o senado.  A montagem da chapa busca blindar o governo paulista com aliados fiéis em Brasília.