O governo Lula (PT) recuou da ideia de punir o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A decisão tenta evitar que o senador trave votações decisivas para o Palácio do Planalto antes das eleições de outubro.
O presidente do Senado controla hoje o ritmo da PEC da escala 6×1, que tenta acabar com o ritmo de seis dias de trabalho por um de descanso. O projeto tem o apoio de 55,7% dos brasileiros, segundo dados da AtlasIntel/Bloomberg, e é a principal aposta de popularidade do governo.
O controle de Alcolumbre
Além da PEC, o senador segura 27 indicações feitas pelo governo para cargos em agências reguladoras. Estão na lista nomes para o Banco Central, Cade, Anvisa e Anatel, o que trava decisões técnicas e a aliança política com o Congresso.
A relação entre os líderes piorou depois que Alcolumbre ajudou a rejeitar o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o governo afirmou que o senador também impede o avanço da PEC da Segurança Pública, tema que preocupa a maioria da população.
Caminhos alternativos
Sem o apoio do Senado, o governo federal tenta usar Medidas Provisórias para executar projetos sem depender dos parlamentares. Um exemplo é o Novo Desenrola, que oferece descontos de até 90% em dívidas e será lançado nesta segunda-feira (4).
O Fies também deve entrar no pacote de medidas imediatas, mas as regras ainda não foram definidas. O governo avalia que o humor do Legislativo ditará o sucesso das propostas populares nas próximas semanas.
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