Marçal diz que STF “virou uma delegacia” e defende reformas

Marçal diz que STF “virou uma delegacia” e defende reformas
Pablo Marçal durante debate eleitoral da Band em 2024. (Reprodução/Band)
Candidato à Presidência afirmou que o Supremo Tribunal Federal deveria voltar à função de corte constitucional e criticou o que chamou de exageros na atuação da instituição.

O candidato à Presidência Pablo Marçal afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) passou por mudanças em sua atuação e declarou que a Corte “acabou virando uma delegacia”.

A declaração ocorreu durante entrevista publicada no YouTube, quando Marçal comentava a necessidade de reformas institucionais no Brasil.

Segundo o candidato, o Supremo deveria voltar ao papel de uma corte constitucional e os poderes deveriam atuar dentro das suas atribuições.

“O Supremo Tribunal Federal era uma corte constitucional. E aí, que que é o problema agora? Pelos exageros que houve nesses últimos anos e nessas últimas eleições, ela acabou virando uma delegacia.”

A principal crítica de Marçal foi direcionada ao que ele classificou como uma mudança no papel exercido pelo Supremo Tribunal Federal.

STF em debate

Durante a entrevista, Marçal afirmou que o Brasil precisa passar por uma série de reformas e que as mudanças não deveriam se limitar ao Judiciário.

O candidato disse que não pretende prometer uma reforma constitucional durante a campanha, mas defendeu que o país discuta mudanças estruturais posteriormente.

“O Brasil precisa de reforma. Eu não vou prometer isso na campanha, mas sabendo de tudo que eu posso fazer em 4 anos, os outros 4 anos, a gente pode muito bem ter uma constituinte.”

Críticas à Corte

Marçal afirmou que sua crítica não seria contra a existência do Supremo Tribunal Federal, mas contra decisões e mudanças de atuação que, segundo ele, ultrapassaram limites.

O candidato declarou que considera o STF uma instituição importante dentro da democracia brasileira.

“Eu gosto da instituição. Eu acho o Supremo Tribunal Federal o guardião da Constituição Federal. Agora, a gente tem que parar com esses exageros.”

Marçal afirmou que sua posição seria pela reforma das instituições, e não pelo fim do Supremo Tribunal Federal.

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