O partido Missão afirmou nesta quinta-feira (13) que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A legenda também disse que avisou o gabinete do senador dez dias antes de o caso impedir o registro da candidatura.
O Missão afirma que identificou a filiação de Flávio ao partido e tentou cancelar o cadastro no mesmo dia, mas o pedido foi rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O episódio deixou Flávio impedido de registrar a candidatura à Presidência da República pelo PL porque o sistema da Justiça Eleitoral passou a indicar que ele estava filiado ao Missão.
VERSÃO DO MISSÃO
Em nota, o partido afirmou que enviou alertas ao gabinete de Flávio em 2 de agosto. Segundo a legenda, os e-mails foram abertos, mas não tiveram resposta.
A sigla informou que entregará ao TSE e à Polícia Federal relatórios com registros de acesso, mensagens e informações técnicas para ajudar na investigação.
O Missão também declarou que não tinha interesse em manter Flávio em seus quadros e disse que pretende identificar os responsáveis pela alteração cadastral.
DISPUTA SOBRE A FILIAÇÃO
O caso começou quando a campanha de Flávio tentou registrar a candidatura e encontrou o senador como filiado ao Missão no sistema eleitoral.
A equipe do senador afirmou que houve fraude e pediu a correção da filiação ao PL.
Já o TSE informou anteriormente que não identificou invasão no sistema e que a alteração foi feita por um representante do Missão.
PRAZO ELEITORAL
Os partidos têm até sábado (15), às 19h, para apresentar os registros de candidatura à Justiça Eleitoral.
O caso ainda depende de análise do TSE.




