O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, rebateu Fernando Haddad ao ser questionado sobre uma possível entrada do Comando Vermelho no Estado. Tarcísio afirmou não ter informação de inteligência que confirme esse movimento e atacou o adversário político.
Durante entrevista ao podcast Papo de Elite, o apresentador mencionou uma declaração atribuída a Haddad sobre o avanço da facção e um possível impacto no Vale do Paraíba. Tarcísio respondeu que não havia informação de inteligência nesse sentido.
O governador então elevou o tom. Disse que Haddad tem “desconhecimento detalhado do assunto” e afirmou nunca ter visto alguém “falar tanta bobagem”.
“QUE VENHA”
Tarcísio também declarou que, caso o Comando Vermelho tente entrar em São Paulo, o Estado está preparado para reagir.
“Se o Comando Vermelho vier para cá, vai ser recebido de braços abertos.”
Em seguida, disse que uma consequência seria o aumento do indicador de letalidade e o aprersentador completou: “Que venha, governador. Que venha.”
Depois do trecho mais duro, Tarcísio afirmou que as forças paulistas estão preparadas para fazer a contenção de uma eventual entrada da facção.
O governador apontou o Vale do Paraíba e o Litoral Norte como regiões onde, em sua avaliação, seria mais plausível uma tentativa de avanço territorial. Segundo ele, as duas áreas registram as maiores taxas de homicídio do Estado, embora os indicadores estejam caindo.
VALE REFORÇADO
Tarcísio afirmou que o governo vem reforçando o efetivo, a vigilância, o uso de tecnologia, câmeras e a presença policial no Vale do Paraíba e no Litoral Norte.
Segundo o governador, a estratégia pretende impedir o avanço de outras organizações criminosas e, ao mesmo tempo, continuar a desarticulação do PCC.
Na mesma entrevista, Tarcísio citou um episódio em Rio Claro envolvendo um grupo que, segundo ele, dizia pertencer ao Comando Vermelho e pretendia fazer oposição ao PCC. O governador afirmou que os envolvidos foram presos.
O confronto verbal com Haddad ocorre justamente em uma área que Tarcísio coloca entre as principais vitrines de sua administração: a segurança pública. No podcast, o governador usou os indicadores paulistas e as ações contra o crime organizado para sustentar que o Estado está preparado para reagir a uma eventual tentativa de expansão da facção.




