Tarcísio de Freitas (Republicanos) usou um reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) para responder às críticas de Fernando Haddad (PT) à educação paulista durante o debate da TV Globo nesta terça-feira (29.set.26). O governador citou o “selo ouro” concedido a São Paulo pelo desempenho nas políticas de alfabetização e questionou o adversário sobre a avaliação do próprio MEC.
O confronto ocorreu depois de Haddad criticar políticas educacionais adotadas no estado. Ao responder, Tarcísio trouxe o reconhecimento federal para o centro da discussão e questionou o petista sobre o selo concedido pelo Ministério da Educação.
“Você não conhece o selo do MEC?”
Tarcísio de Freitas, ao questionar Fernando Haddad durante o debate da TV Globo
O selo virou um dos pontos de resposta de Tarcísio às críticas feitas por Haddad à educação paulista. A discussão, porém, foi além da alfabetização e avançou para o atendimento a estudantes com deficiência e as políticas voltadas às mães atípicas.
CRÍTICA DE HADDAD
Haddad afirmou ter encontrado mães que enfrentam dificuldades para manter os filhos com deficiência na rede estadual. Segundo o candidato, faltariam profissionais qualificados para oferecer o atendimento necessário durante o período escolar.
O petista disse ter visitado mães atípicas na cidade de São Paulo e relatou ter ouvido que algumas precisam permanecer com os filhos durante o dia por causa das dificuldades no atendimento especializado.
“Não há uma política de inclusão correta no estado de São Paulo. As pessoas estão desesperadas.”
Fernando Haddad, ao criticar o atendimento a estudantes com deficiência na rede estadual durante o debate
Haddad também acusou o governo de não realizar concursos em quantidade suficiente e relacionou a situação à falta de profissionais para acompanhar crianças com deficiência.
TARCÍSIO REBATE
Tarcísio contestou diretamente a descrição feita pelo adversário. O governador afirmou que sua administração não retirou profissionais de apoio especializado das escolas e disse que houve novas contratações.
“A gente não botou nenhum profissional de apoio especializado para fora, pelo contrário, contratamos mais.”
Tarcísio de Freitas, ao responder às críticas de Fernando Haddad sobre a rede estadual
Segundo Tarcísio, o governo realizou uma licitação para contratar profissionais de apoio especializado e manteve esse atendimento nas escolas.
O governador também afirmou que escolas estaduais passarão a contar com salas sensoriais para estudantes em situações de crise. A medida foi apresentada junto a outras propostas voltadas às mães atípicas.
MÃES ATÍPICAS
Tarcísio citou assistência psicológica, atendimento jurídico, expansão dos Centros TEIA e criação de espaços de acolhimento entre as políticas destinadas às mães atípicas.
O candidato também prometeu jornada de trabalho reduzida para servidoras estaduais que sejam mães atípicas e disse que pretende estimular empresas a adotar medidas semelhantes.
Na educação, Tarcísio apresentou a expansão dos Centros TEIA e as salas sensoriais como parte da estrutura de atendimento. Segundo ele, os centros oferecem terapias e serviços especializados e devem chegar a diferentes regiões do estado.
HADDAD CITA MEC
Haddad respondeu recorrendo à própria experiência no Ministério da Educação. O petista citou o programa BPC na Escola e afirmou que a iniciativa buscou ampliar a inclusão de crianças beneficiárias do BPC no ambiente escolar.
Segundo Haddad, o MEC trabalhou em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social para localizar famílias e preparar escolas com salas multifuncionais e profissionais capacitados.
“Foram 400 mil crianças. Não é a realidade de São Paulo hoje.”
Fernando Haddad, ao comparar sua experiência no Ministério da Educação com a situação que atribui à rede paulista
Tarcísio respondeu convidando Haddad a conhecer um Centro TEIA e afirmou que as parcerias mantidas pelo governo paulista têm apresentado resultados positivos. O confronto terminou com versões diferentes dos candidatos sobre a situação atual do atendimento especializado nas escolas estaduais.


“Você não conhece o selo do MEC?”
“Não há uma política de inclusão correta no estado de São Paulo. As pessoas estão desesperadas.”

