Felício Ramuth (MDB) foi reeleito vice-governador de São Paulo neste domingo (4), ao lado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), depois de atravessar um ano em que sua permanência na chapa chegou a ser colocada em dúvida.
O resultado fez de Felício o primeiro vice-governador paulista reeleito em 28 anos. O último havia sido Geraldo Alckmin, vice de Mário Covas nas eleições de 1994 e 1998.
O feito veio depois de uma sequência de disputas políticas que começaram meses antes da campanha eleitoral.
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A VAGA VIROU ALVO
Felício já era vice-governador, mas isso não significava que estaria automaticamente na chapa de 2026.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a defender André do Prado para o posto. Gilberto Kassab também manifestou interesse pela vaga, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tentou abrir espaço para uma indicação de seu grupo.
A pressão colocou a posição de Felício no centro das negociações da base de Tarcísio. Em maio, Tarcísio encerrou a disputa ao confirmar Felício novamente como candidato a vice.
RUPTURA COM O PSD
Antes de chegar à campanha, porém, Felício ainda enfrentou outra mudança: deixou o PSD, partido ao qual havia se filiado depois de sair do PSDB.
Ele anunciou a entrada no MDB e afirmou que a decisão estava alinhada ao projeto político de Tarcísio. A troca de legenda não alterou o desenho eleitoral. Felício permaneceu ao lado de Tarcísio e chegou às urnas novamente como candidato a vice.
DA PREFEITURA AO ESTADO
A trajetória que levou Felício ao Palácio dos Bandeirantes começou em São José dos Campos.
Antes de disputar eleições, ele passou pela presidência da Urbam e por secretarias municipais. Em 2016, venceu sua primeira eleição para prefeito de São José. Quatro anos depois, foi reeleito no primeiro turno.
Em 2022, deixou a Prefeitura para compor a chapa de Tarcísio e chegou ao governo estadual.




