O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), fez uma declaração contundente nesta quinta-feira (24) ao comentar a ocorrência envolvendo uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) e uma motocicleta que terminou com a morte de um adolescente de 16 anos.
Ao falar sobre o caso, Anderson afirmou que “não pode tentar inverter a situação” e atribuiu ao condutor da motocicleta a responsabilidade por ter iniciado a sequência de acontecimentos ao desobedecer à ordem de parada.
“A gente não pode tentar inverter a situação. Quem provocou tudo isso foi o piloto da moto, que desobedeceu a parada e colocou em risco todo mundo, até a própria vida dele, e colocou a vida também do garupa dele.”
Anderson Farias, prefeito de São José dos Campos
A declaração foi dada durante a entrega de novos veículos para a GCM e a Polícia Militar. Na mesma ocasião, o prefeito afirmou que a perícia da Polícia Científica não apontou falha mecânica na viatura envolvida no acidente.
“Pode ter a falha em algum determinado momento?”
Antes de falar em uma possível “inversão” na interpretação do episódio, Anderson reconheceu que uma ocorrência em alta velocidade pode envolver falhas que ainda precisam ser analisadas.
“80 por hora, 90 por hora em perseguição de uma moto. Então aconteceu um acidente. Isso pode ter a falha em algum determinado momento? Pode, é um acidente que aconteceu.”
Anderson Farias
Na sequência, o prefeito sustentou que a análise do episódio não pode, em sua avaliação, desconsiderar a conduta que deu início ao acompanhamento.
Ocorrência terminou com adolescente morto
O caso aconteceu no dia 7 de setembro, no bairro Dom Pedro I, na Zona Sul de São José dos Campos.
Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, dois adolescentes estavam em uma motocicleta sem placa e sem capacete quando agentes da GCM deram ordem de parada.
O condutor não parou e houve acompanhamento. Durante a ocorrência, a motocicleta e a viatura se envolveram em uma colisão.
O adolescente de 16 anos que estava na garupa morreu. O condutor ficou ferido e foi apreendido. Posteriormente, a polícia constatou que a motocicleta havia sido furtada.
Perícia não apontou falha mecânica
Ao comentar o episódio nesta quinta-feira, Anderson informou que a perícia realizada pela Polícia Científica não identificou problema mecânico na viatura da GCM.
O resultado da perícia sobre as condições mecânicas do veículo, no entanto, não representa, isoladamente, uma conclusão sobre toda a dinâmica da colisão ou sobre eventuais responsabilidades individuais. Esses pontos dependem do conjunto da apuração realizada pelas autoridades competentes.
A declaração de Anderson acrescenta ao caso uma posição pública do prefeito: para ele, a análise da tragédia não deve desconsiderar a desobediência à ordem de parada que antecedeu o acompanhamento.

