Deltan Dallagnol reagiu à suspensão de sua campanha ao Senado pelo Paraná atacando o ministro do TSE responsável pela decisão. O ex-deputado associou a medida à amizade de Floriano de Azevedo Marques com Alexandre de Moraes.
Floriano suspendeu a campanha de Deltan em decisão individual e num processo sigiloso. A liminar ainda será submetida ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral.
ATAQUE A MORAES
Deltan afirmou que Floriano é amigo de Moraes desde a faculdade e lembrou que o próprio ministro do TSE declarou manter essa amizade há cerca de 40 anos. Também relacionou o momento da decisão a um pedido de impeachment contra Moraes apresentado a candidatos.
A associação é uma interpretação política de Deltan. A amizade entre os ministros não demonstra, por si só, que a decisão tenha sido tomada para favorecer Moraes.
CAMPANHA SUSPENSA
A liminar impede Deltan de usar recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, aparecer na propaganda gratuita de rádio e televisão e praticar outros atos de campanha, incluindo debates.
A decisão atendeu a uma ação da Coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. Antes disso, o TRE do Paraná havia liberado o registro por quatro votos a três.
REAÇÃO JURÍDICA
Deltan afirma que a suspensão viola a Lei das Eleições e anunciou recurso. Ele compara seu caso ao de Lula em 2018, quando o petista pôde praticar atos eleitorais até uma decisão definitiva.
Ao colocar Moraes no centro da reação, Deltan tenta transformar o revés jurídico em combustível político. A estratégia mobiliza sua base, mas o resultado dependerá do julgamento do recurso pelo plenário do TSE.

