Dulce Rita, candidata a deputada estadual pelo União Brasil, protagonizou três momentos “interessantes” durante uma sabatina sobre as Eleições 2026 em São José dos Campos. Ela consultou uma “colinha” ao falar de políticas para idosos, desejou sucesso a um concorrente do próprio partido e insistiu em continuar depois dos agradecimentos finais.
As situações ocorreram enquanto Dulce apresentava propostas para uma eventual atuação na Assembleia Legislativa de São Paulo. Durante as respostas, a candidata repetiu argumentos, interrompeu raciocínios e teve dificuldade para concluir algumas ideias.
A entrevista integrou o Especial Eleições 2026, série realizada em São José dos Campos com candidatos que disputam vagas estaduais e federais.
COLINHA DOS IDOSOS
Ao ser questionada sobre os problemas enfrentados pela população idosa, Dulce defendeu um hospital de retaguarda, mais vagas em casas de repouso e treinamento para familiares de pacientes em cuidados paliativos.
Em seguida, afirmou ser “inadmissível” que uma pessoa de 80 anos precise cuidar de um irmão de 90. A candidata disse que a população envelheceu sem uma ampliação proporcional da estrutura de acolhimento.
“É inadmissível que um velho de 80 anos tenha que cuidar de um irmão de 90.”
No entanto, ao tentar continuar a relação de medidas, Dulce repetiu que as casas de repouso eram necessárias e interrompeu o raciocínio para procurar suas anotações. “Deixa eu ver se estou esquecendo aqui a colinha”, afirmou.
Depois que um dos entrevistadores disse que a consulta estava liberada, Dulce respondeu: “Tô colando, gente.” Na sequência, leu novos pontos, como acessibilidade, segurança e espaços de convivência.
TORCIDA AO RIVAL
Outro momento ocorreu quando Dulce foi questionada sobre a candidatura de Luiz Antônio Tozi a deputado estadual. Os dois pertencem ao União Brasil e disputam votos na mesma região.
A pergunta era se a entrada de Tozi havia sido acordada previamente e se uma segunda candidatura do partido em São José dos Campos dificultaria sua campanha. Dulce não respondeu diretamente se havia sido surpreendida.
“Eu acho que não facilitar, não facilita, mas também é um direito que ele tem.”
Depois, a candidata chamou Tozi de “uma pessoa ótima” e elogiou suas bandeiras nas áreas de educação, tecnologia e pesquisa. Embora tenha reconhecido que a concorrência interna não facilita sua campanha, Dulce terminou a resposta desejando sucesso ao rival.
“Espero que ele consiga avançar no Estado.”
Assim, a candidata evitou um confronto direto com Tozi. Ao mesmo tempo, deixou sem resposta a questão sobre como a divisão dos votos pode afetar sua própria candidatura à Assembleia Legislativa.
FIM ADIADO
O terceiro episódio aconteceu no encerramento. Os apresentadores agradeceram a presença de Dulce e começaram a finalizar o programa. Porém, a candidata abriu uma nova consideração sobre os servidores estaduais.
Um dos entrevistadores tentou interromper a retomada e repetiu que o tempo havia terminado.
“Meu tempo acabou, acabou, acabou.”
Dulce insistiu em completar o raciocínio. “Ah, não. Só esse parágrafo. É um parágrafo, querido”, respondeu antes de defender a ideia de “cuidar de quem cuida”.
A declaração sobre os servidores foi breve. Ainda assim, o momento reforçou a dificuldade demonstrada pela candidata para selecionar prioridades e encerrar suas respostas dentro do tempo disponível.
OUTRAS PROPOSTAS
Ao longo da sabatina, Dulce apontou a saúde como sua principal prioridade para um eventual mandato. Ela falou sobre hemodiálise, saúde mental, atendimento a crianças atípicas, cirurgias, aparelhos auditivos e cuidados com idosos.
Também defendeu maior fiscalização dos serviços estaduais e mais representação política para o Vale do Paraíba. Segundo a candidata, a região perde capacidade de reivindicar grandes obras quando elege poucos representantes.
Apesar da quantidade de temas apresentados, os três momentos colocaram em evidência o desafio de Dulce para transformar diagnósticos e listas de problemas em respostas claras, organizadas e objetivas.




