O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, criticou a ordem do lema “Deus, Pátria e Família” e defendeu que a família venha antes do Estado. Na pregação, ele afirmou que a existência de uma pátria depende das famílias e apresentou essa prioridade como orientação religiosa adotada pela igreja.
“Eu não, eu não aprovo aquela teoria Deus, pátria e família”, declarou. Em outro momento do trecho, explicou a sequência que considera correta: “Primeiro Deus, segundo a família e terceiro o Estado”.
A discordância recai sobre a posição da família no lema: Macedo mantém Deus em primeiro lugar, mas coloca a instituição familiar à frente da pátria. Para sustentar seu argumento, recorre a personagens bíblicos e questiona a possibilidade de existir uma nação sem famílias.
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FAMÍLIA ANTES DO ESTADO
“Se não houver família, vai haver pátria?”, perguntou o bispo, antes de responder: “Impossível”. Na sequência, afirmou que a pátria vem da família, que, em sua interpretação, tem origem em Deus.
Edir Macedo citou Abraão e Isaac como exemplos do padrão que defende. Ao mencionar os patriarcas bíblicos, resumiu a ordem de prioridades em Deus, família e, depois, as demais coisas.
O religioso também vinculou essa organização à orientação da Universal. “Na Igreja Universal do Reino de Deus nós priorizamos essa hierarquia”, afirmou durante a explicação aos fiéis.
REPERCUSSÃO POLÍTICA
O lema “Deus, Pátria e Família” é associado ao bolsonarismo, movimento político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa ligação dá dimensão política à crítica de Macedo, embora o argumento apresentado no trecho seja fundamentado em sua interpretação religiosa.
A declaração ocorreu na manhã de 25 de outubro, dia do segundo turno presidencial, e ganhou repercussão nas redes no início de novembro.
No trecho, Macedo não cita Jair Bolsonaro nem Flávio Bolsonaro. A declaração registra sua discordância com a hierarquia do lema, mas não contém anúncio de rompimento político ou declaração de apoio a outro grupo.


