A entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA foi autorizada por Donald Trump. A confirmação veio do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que negou qualquer participação oficial do governo na organização da viagem do senador brasileiro.
Rubio falou sobre o caso em 31 de outubro, durante uma coletiva de imprensa após uma reunião do G20. Segundo ele, as autoridades americanas foram informadas de que Flávio havia chegado ao país, mas não participaram dos preparativos de sua saída.
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QUEM CONSEGUIU O AVIÃO?
A dúvida sobre a participação americana ganhou força após reportagens apontarem o envolvimento de Jason Miller, funcionário da Casa Branca.
Segundo a imprensa americana, Miller teria conseguido o avião particular que transportou Flávio e sua família da Argentina para os Estados Unidos.
Ainda não se sabe se ele agiu por conta própria ou seguindo orientações do governo americano. Também não há confirmação de que Trump soubesse antecipadamente dos detalhes da viagem.
Rubio, por sua vez, reconheceu a decisão do presidente de permitir a entrada do senador, mas negou envolvimento do governo na logística.
CONVERSA COM O BRASIL
Enquanto o caso repercutia, Rubio se encontrou brevemente com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, durante o G20.
Os dois devem voltar a conversar nos dias 9 e 10 de novembro, durante uma reunião do G7 na França, conforme anunciado pelo secretário americano.
O encontro do G20 também foi marcado por divergências sobre a guerra na Ucrânia. A presença do chanceler russo, Sergei Lavrov, provocou resistência de delegações, e os ministros encerraram a reunião sem um comunicado conjunto.
No caso de Flávio Bolsonaro nos EUA, a declaração de Rubio esclarece quem autorizou sua entrada nos Estados Unidos, mas deixa sem resposta se alguém ligado à Casa Branca participou da organização da viagem.
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