O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu a possibilidade de disputar a Presidência em 2030. A declaração desagradou aliados de Flávio Bolsonaro (PL), que viram na manifestação uma tentativa de antecipar a disputa pelo comando da direita.
A fala ocorreu apenas quatro dias depois da derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026. Segundo O Globo, integrantes do PL consideraram precipitado o momento escolhido pelo governador.
Em entrevista ao Estado de S. Paulo, Tarcísio condicionou uma eventual candidatura aos resultados de seu segundo mandato e afirmou que qualquer projeto nacional precisaria ser construído com seus aliados.
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FLÁVIO QUER MANTER ESPAÇO
O grupo de Jair Bolsonaro tenta definir quem liderará a oposição a partir de 2027. Flávio deixou o Brasil nesta semana, mas sinalizou que pretende continuar à frente das articulações políticas.
Segundo a reportagem, pessoas próximas ao senador discutem um novo projeto presidencial com Eduardo Bolsonaro e outros aliados nos Estados Unidos.
Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora, também aparece entre os nomes que podem ganhar espaço na direita. Integrantes do PL defendem que Flávio permaneça no centro do movimento político formado em torno do pai.
DESCONFIANÇA VEM DA CAMPANHA
Tarcísio chegou a ser considerado uma alternativa do bolsonarismo para a eleição de 2026. Jair Bolsonaro, porém, decidiu apoiar o filho, enquanto o governador disputou a reeleição em São Paulo, vencida em primeiro turno.
Durante a campanha, Tarcísio acompanhou Flávio em compromissos eleitorais e ajudou na preparação para debates. Mesmo assim, aliados do senador consideraram sua participação insuficiente.
A insatisfação voltou à tona com a entrevista. Para parte do grupo, o governador deveria ter esperado a reorganização da oposição antes de falar publicamente sobre seu futuro político.
“2030 É OUTRA CONVERSA”
Tarcísio afirmou que sua prioridade é concluir o mandato em São Paulo e que o desempenho da administração estadual será decisivo para seus próximos passos.
Ao comentar a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto, resumiu: “2030 é outra conversa”.
A reação dos aliados contrasta com uma declaração anterior de Flávio. Em setembro, o senador afirmou que apoiaria uma eventual candidatura de Tarcísio em 2030.



