A Prefeitura de Taubaté rejeitou o pedido de reajuste da ABC de 4,45% no subsídio do transporte coletivo. Após oito meses de análise, a administração considerou insuficientes as justificativas para elevar o pagamento de R$ 11,22 para R$ 11,72 por quilômetro rodado.
A negativa ocorre enquanto a empresa cobra R$ 145,5 milhões na Justiça por supostas perdas financeiras no contrato.
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CONTRATO PRORROGADO
A concessão, assinada em 2009, deveria terminar em maio de 2024, mas foi prorrogada até 2034. O novo modelo de pagamento por quilômetro, previsto para junho de 2024, só entrou em vigor em dezembro de 2025, com efeitos a partir de janeiro de 2026.
A ABC alega que o atraso prejudicou suas finanças. A Secretaria de Mobilidade Urbana argumenta que a empresa foi compensada com mais prazo para substituir dez ônibus antigos.
DINHEIRO PÚBLICO
Taubaté prevê R$ 36 milhões em subsídios para 2026. Os repasses representam mais de 70% da receita da concessionária, que opera 67 veículos.
O reajuste negado não altera diretamente a tarifa paga pelos passageiros.
DISPUTA JUDICIAL
A ação de R$ 145,5 milhões, apresentada em maio de 2026, envolve supostas perdas entre julho de 2015 e março de 2021. Outro processo discute valores referentes ao período de abril de 2021 a maio de 2023.
A Secretaria de Mobilidade, a Procuradoria-Geral do Município e a Secretaria da Fazenda foram contrárias ao aumento. A ABC recebeu a negativa no fim de setembro e não informou se pretende recorrer.



