Manifestantes queimaram um boneco do prefeito de Jacareí, Celso Florêncio (PL), durante um protesto no domingo (25). Em meio a palavras de ordem, o grupo o chamou de “fascistinha” e ateou fogo à representação de sua cabeça, em uma encenação comparada a um ritual de vodu.
Celso reagiu na segunda-feira (26), quando publicou um vídeo nas redes sociais. Em vez de responder aos ataques no mesmo tom, disse: “Esse era para ser um vídeo de ódio, mas não vai ser não”.
O prefeito, porém, não deixou a manifestação sem resposta. “Mas não doeu no Celso, não. Doeu na democracia”, afirmou.
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DA POLÍTICA À FAMÍLIA
Na mesma gravação, Celso levou a discussão para as relações pessoais afetadas pelas disputas políticas.
Ele reconheceu que o resultado da eleição presidencial não foi o que esperava, mas defendeu que diferenças partidárias não deveriam acabar com amizades nem afastar familiares.
O prefeito também incentivou a retomada do diálogo entre pessoas que romperam relações por causa da política.
A manifestação e a resposta de Celso expõem o clima de confronto entre grupos de esquerda e direita em Jacareí, mesmo depois das eleições.



