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Felipe Augusto detona Reinaldinho: “Decepção absurda”

Ex-prefeito ataca gestão atual e alerta que falta de representação faz o Vale perder milhões em emendas
Felipe Augusto detona Reinaldinho: “Decepção absurda”

Felipe Augusto em entrevista na JP (Reprodução Youtube)

O ex-prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, subiu o tom em entrevista a rádio Jovem Pan ao avaliar o cenário político regional e sua pré-candidatura a deputado federal.

O político, que afirma ter deixado o cargo com 92% de aprovação popular, criticou duramente seu sucessor direto, Reinaldinho (REP), chamando a gestão atual de “decepção absurda” por ignorar o plano de governo original.

“Fiz o sucessor que, infelizmente, não tá cumprindo com tudo aquilo que a gente estabeleceu. Uma decepção absurda”, disparou Felipe Augusto.

Na visão de Felipe, o principal desafio do Vale do Paraíba e do Litoral Norte reside na ausência de representantes genuínos no Congresso Nacional, visto que 70% dos votos da região são destinados a candidatos “turistas”.

Ele comparou a situação local com a Baixada Santista, que recebeu R$ 100 milhões em emendas apenas no primeiro semestre de 2025, enquanto o Vale sofre com hospitais estrangulados.

“O deputado tem que representar a região. O Vale do Paraíba e o Litoral Norte estão intimamente ligados e precisam de força em Brasília.” — Felipe Augusto, ex-prefeito.

A precariedade da Rodovia Osvaldo Cruz e o subdimensionamento dos hospitais regionais foram apontados como evidências do “sufocamento” da região devido à falta de representação política.

O pré-candidato relembrou os desafios enfrentados durante a tragédia climática de 2023, destacando sua experiência em gestão de crise e habitação como credenciais para buscar recursos federais. 

Ele enfatizou a importância do eleitor compreender que votar em candidatos que não residem na região equivale a aceitar problemas como buracos nas ruas e a falta de médicos nos postos de saúde. 

Por fim, o ex-prefeito reafirmou que o crescimento acelerado de São Sebastião, comparado a “taxas chinesas”, demanda investimentos que o orçamento municipal sozinho não consegue arcar.