A farra dos jatinhos privados tomou conta de Brasília após o Estadão revelar que ministros do STF e o senador Flávio Bolsonaro utilizaram aeronaves de empresários. Documentos obtidos pelo jornal apontam uma rede de favores que envolve desde viagens de lazer até deslocamentos para festas particulares em 2025.
O cruzamento de dados da Aeronáutica e registros de aeroportos mostra que a utilização desses jatos tornou-se prática comum entre nomes do alto escalão. O custo estimado de algumas dessas operações ultrapassa a marca de 1 milhão de reais, muitas vezes sem transparência sobre quem paga a conta final.
Investigação sobre a farra dos jatinhos
Segundo as reportagens do Estadão, entre os casos mais emblemáticos estão os do ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, que realizaram ao menos oito voos em aviões ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Já o ministro Kassio Nunes Marques viajou para uma festa em Maceió em um jato bancado por uma advogada que atua para o mesmo banco.
“Diferentemente de Lula, que utiliza aviões de amigos, os voos tiveram caráter privado, com finalidade pessoal e familiar.” — Flávio Bolsonaro / Senador (PL-RJ)
O senador Flávio Bolsonaro também foi flagrado utilizando jatos emprestados pelo advogado Willer Tomaz para viagens à Flórida e ao Rio de Janeiro. A defesa dos envolvidos alega amizade pessoal, mas a coincidência de interesses com o Banco Master, atualmente sob investigação da Polícia Federal, eleva a temperatura política em Brasília.
Próximos passos e consequências
As revelações alimentam a CPI do INSS e a CPI do Crime Organizado, que agora miram a relação entre os magistrados e o sistema financeiro. O cerco aumenta com a possibilidade de uma delação premiada de Daniel Vorcaro, que pode detalhar a extensão desses benefícios aos membros da Suprema Corte brasileira.
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