Câmeras com inteligência artificial, reconhecimento facial, leitura automática de placas, Wi-Fi 7, 5G e uma rede para conectar serviços públicos. Esse é o pacote de tecnologia previsto em uma licitação de Pindamonhangaba estimada em R$ 168,26 milhões para um contrato de cinco anos.
O projeto é apresentado como uma solução de cidade inteligente e pretende reunir, em uma mesma estrutura, comunicação entre prédios públicos, videomonitoramento, internet sem fio, controladores semafóricos e segurança digital.
Entre os números previstos estão 369 pontos de imagens de monitoramento, 274 links de conectividade e 1.331 acessos de telefonia fixa.
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OLHOS PELA CIDADE
Uma das partes mais relevantes do projeto está no videomonitoramento. A documentação prevê tecnologias capazes não apenas de captar imagens, mas também de analisá-las com inteligência artificial.
Entre as ferramentas citadas estão reconhecimento facial e leitura automática de placas de veículos, conhecida como LPR.
O edital usa 369 pontos de imagens de monitoramento como referência. Na comprovação de capacidade técnica, as empresas interessadas precisam demonstrar experiência compatível com parte dessa estrutura.
5G, WI-FI E SATÉLITE
A licitação vai além das câmeras. A estrutura prevista inclui tecnologias como Wi-Fi 6, Wi-Fi 7, 5G, LTE, 4G e comunicação via satélite.
A ideia é formar uma rede capaz de integrar prédios da Prefeitura, logradouros, pontos de monitoramento, equipamentos urbanos e pontos de internet sem fio.
Também aparecem tecnologias de gerenciamento e proteção das redes, como SD-WAN e firewall de próxima geração.
R$ 168 MILHÕES
O tamanho do projeto aparece também no preço: o valor estimado da contratação é de aproximadamente R$ 168,26 milhões para o período previsto de cinco anos.
Isso corresponde a uma referência anual próxima de R$ 33,65 milhões.
A concorrência será eletrônica e o julgamento está previsto pelo menor preço global. Empresas também poderão participar reunidas em consórcios, observadas as regras estabelecidas no edital.
RECONHECIMENTO FACIAL
O uso de reconhecimento facial coloca a proteção de dados entre os pontos sensíveis do projeto.
A documentação prevê regras para tecnologias que tratam dados pessoais e biométricos e relaciona o reconhecimento facial à finalidade de segurança pública.
A solução também deverá observar exigências relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), incluindo controle de acesso, proteção das informações e procedimentos para os dados armazenados.
LICITAÇÃO JÁ PAROU
O projeto milionário, porém, não chega a esta etapa sem histórico.
A concorrência já passou por mudanças de calendário e chegou a ser suspensa cautelarmente durante sua tramitação no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
O plenário do tribunal referendou a medida liminar que havia determinado a suspensão após questionamentos apresentados contra o edital.
Depois disso, o procedimento teve continuidade e passou por novas movimentações e alterações de calendário.
NOVA DATA
A programação atualmente indicada estabelece o recebimento das propostas até as 7h59 de 19 de outubro de 2026.
Se a contratação avançar, a empresa vencedora ficará responsável por uma infraestrutura que reúne telecomunicações, redes, segurança digital, videomonitoramento e inteligência artificial.
Na prática, Pindamonhangaba está colocando em disputa um contrato de cinco anos para construir uma grande infraestrutura tecnológica integrada da administração municipal — com preço estimado superior a R$ 168 milhões.




