Vídeo de jatinho aumenta pressão sobre Moraes

Vídeo de jatinho aumenta pressão sobre Moraes
Alexandre de Moraes desembarca de jatinho — Foto: Reprodução/AVTV via Lauro Jardim
Imagens de Alexandre de Moraes em aeronave ligada a Daniel Vorcaro reacendem a crise e provocam uma nova explicação da família do ministro.

Um vídeo de Alexandre de Moraes e da mulher, Viviane Barci, desembarcando de um jatinho aumentou a pressão sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal. A aeronave pertencia à Prime You, empresa ligada a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

As imagens ganharam peso porque Moraes havia afirmado em abril que “jamais” viajara em aviões de Vorcaro. Na época, o gabinete classificou as informações sobre os voos como fantasiosas.

O QUE MOSTRA

A gravação teria sido feita em 22 de agosto de 2025. No mesmo dia, Moraes participou de um fórum empresarial no Rio de Janeiro. O ministro e a esposa aparecem no vídeo com roupas semelhantes às registradas no evento.

Levantamentos anteriores apontaram ao menos oito voos ligados a empresas de Vorcaro entre maio e outubro de 2025, considerando trajetos com origem em Brasília. O avião visto nas novas imagens tem o prefixo PP-NLR.

NOVA EXPLICAÇÃO

Depois da divulgação do vídeo, o escritório Barci de Moraes confirmou que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime Aviation. A nota afirma que Moraes acompanhou a esposa em determinados voos.

O escritório declarou que Vorcaro não esteve nas viagens e que a escolha das aeronaves cabe à empresa de aviação contratada. Também negou aquisição de cotas ou contrato de serviços jurídicos com a operadora aérea.

PRIORIDADE A BARCI

Mensagens obtidas na investigação registram uma conversa sobre o avião PP-NLR. Ao ser informado de que a aeronave estava reservada para um voo de Barci, Vorcaro teria orientado: “Não deixe de atender Barci”.

O episódio se soma a outros pontos sensíveis: uma proposta de R$ 50 milhões para cessão de cotas de aeronaves à mulher do ministro, que não teria sido assinada, e um contrato de R$ 131 milhões do escritório com o Master.

A questão central deixou de ser apenas a existência dos voos. Agora, Moraes enfrenta a contradição entre a negativa anterior, o registro em vídeo e a explicação comercial apresentada pela família.