A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) registrou neste sábado (15) sua candidatura ao Senado Federal pelo Distrito Federal. O pedido foi apresentado no último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Na documentação entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Michelle declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4,4 milhões. A maior parte está concentrada em aplicações financeiras.
A declaração inclui R$ 4,1 milhões em aplicação financeira, mais de R$ 300 mil em fundo de investimentos e um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil.
Com o registro, Michelle entra oficialmente na disputa por uma das vagas do Distrito Federal no Senado nas eleições de 2026.
FUSQUINHA COM HISTÓRIA
CHAPA DEFINIDA
O primeiro suplente da candidatura será Diego Torres (PL-DF), irmão de Michelle. Ele declarou à Justiça Eleitoral patrimônio avaliado em R$ 298 mil.
Diego trabalhava desde 2023 como assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo a reportagem, ele deixou a função para acompanhar a irmã durante a campanha eleitoral.
A presença do irmão na primeira suplência também reforça uma composição de confiança próxima à candidata no início da disputa.
RECONCILIAÇÃO POLÍTICA
A candidatura ocorre depois de um período de tensão pública entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
No fim de junho, Michelle afirmou em vídeo ter sido “maltratada e desrespeitada” por Flávio após divergências relacionadas à formação do palanque do PL no Ceará.
A crise foi encerrada semanas depois. Em 23 de julho, Flávio pediu desculpas publicamente à ex-primeira-dama e afirmou que ela deveria ser respeitada por sua atuação política.
Michelle aceitou o pedido de desculpas, declarou que “todos cometem erros” e defendeu a reunificação da direita para a disputa eleitoral.




