O resultado das eleições deste domingo (4) ampliou o poder político de Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto dentro do Congresso. O PL conquistou novamente as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado.
A partir de 2027, o partido terá 28 senadores, segundo levantamento publicado pela VEJA. Até a semana passada, a bancada tinha 15 integrantes.
O resultado fortalece uma aliança construída depois da chegada de Bolsonaro ao partido comandado por Valdemar. Em 2022, o PL já havia conquistado a maior bancada da Câmara dos Deputados.
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ALIANÇA GANHA FORÇA
Bolsonaro passou por diferentes partidos ao longo da carreira política e chegou à Presidência da República pelo PSL, em 2018. Depois de deixar a legenda, ficou sem partido até se filiar ao PL.
A partir daí, Bolsonaro e Valdemar passaram a dividir decisões políticas e eleitorais da sigla. Além disso, o desempenho obtido nas eleições de 2022 aumentou o peso do partido no Congresso e garantiu ao PL acesso a parcelas maiores dos fundos partidário e eleitoral.
Quatro anos depois, as urnas reforçaram essa posição. O PL voltou a conquistar as maiores bancadas da Câmara e do Senado.
28 SENADORES
O crescimento no Senado chama atenção. Antes da eleição, o PL tinha 15 integrantes na Casa. Com o resultado deste domingo, a bancada chegará a 28 senadores a partir do próximo ano, de acordo com a VEJA.
Com isso, o partido amplia sua influência sobre votações, comissões e articulações internas do Senado.
Além disso, o tamanho da bancada coloca o PL em posição de disputar espaços de comando na Casa durante a próxima legislatura.
PL MIRA SENADO
Depois do resultado eleitoral, o partido passou a mirar a presidência do Senado. Segundo a VEJA, Rogério Marinho já aparece como um dos nomes cotados para a disputa.
Marinho também atua como coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
A presidência do Senado ocupa posição estratégica no Congresso. Entre suas atribuições está conduzir os trabalhos da Casa e exercer influência direta sobre a tramitação de matérias e a agenda de votações.
Segundo a reportagem, uma das prioridades políticas do PL envolve processos contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O principal alvo citado é Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.




