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Patrimônio da família de Moraes triplica

Casal adquiriu 17 imóveis e movimentou milhões em compras à vista nos últimos cinco anos de atuação.
Patrimônio da família de Moraes triplica

O ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, durante a posse de Edson Fachin na presidência do Supremo Imagem: Evaristo Sá - 29.set.25/AFP

A família do ministro Alexandre de Moraes triplicou seu patrimônio imobiliário desde sua posse no STF. O salto financeiro impressionou pela velocidade e pelos valores registrados em cartórios de diversos estados brasileiros. O levantamento revela que o ministro e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, possuem R$ 31,5 milhões em propriedades.

Compras milionárias

Neste cenário, o casal desembolsou R$ 23,4 milhões apenas nos últimos cinco anos. Os registros mostram que as aquisições ocorreram majoritariamente com pagamentos à vista. Consequentemente, o patrimônio imobiliário saltou de 12 para 17 imóveis, segundo apuração do Estadão. O crescimento patrimonial de 266% coincide com o período de maior protagonismo de Moraes na corte.

Simultaneamente, a empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos centraliza grande parte das operações. Embora o ministro não seja sócio formal, o regime de bens integra as posses. Por outro lado, a banca de advocacia da família também expandiu operações. A estrutura movimentou cifras vultosas em transações no eixo Brasília-São Paulo recentemente.

“Não tenho relação com ele, nunca o conheci. Comprei o apartamento de uma pessoa jurídica que não pertence a ele.” — Persio Antunes / Advogado

Além disso, uma compra recente no Jardim Paulista custou R$ 1,05 milhão. O pagamento final ocorreu via Pix em março deste ano. Sob a mesma dinâmica, o casal arrematou uma mansão no Lago Sul por R$ 12 milhões. Metade do valor serviu como sinal e a outra parte quitou o imóvel meses depois.

Pagamentos via Pix

E para completar, o escritório de Viviane Moraes faturou alto com o Banco Master. O contrato de R$ 129 milhões chamou a atenção no mercado jurídico nacional. Especialistas apontam que os valores superam as práticas comuns do setor.

STF em silêncio

Até o momento, o gabinete do ministro não comentou os dados. A assessoria da advogada também manteve silêncio sobre as compras. Certamente, o caso vai ampliar a pressão política sobre a transparência do Judiciário. Aguarda-se agora uma manifestação oficial sobre a origem dos recursos investidos.