Uma pesquisa AtlasIntel mostrou que 60,5% dos entrevistados defendem o impeachment imediato do ministro Dias Toffoli por causa das revelações do caso Banco Master. No caso de Alexandre de Moraes, o afastamento imediato recebe apoio de 49,8%.
Os números medem a parcela da população que considera haver indícios suficientes para retirar os ministros do cargo agora. Outros entrevistados defendem aprofundar as investigações antes de tomar uma decisão definitiva.
PRESSÃO POPULAR
Somados os que querem afastamento imediato e os que condicionam a medida a novas provas, o impeachment recebe apoio potencial de 86,6% no caso de Toffoli e 81,7% no de Moraes.
A pesquisa registra 60,5% pelo afastamento imediato de Toffoli e 49,8% pelo de Moraes. Os contrários são 6,5% no caso de Toffoli e 15,1% no de Moraes.
Toffoli enfrenta a maior pressão. Em março, 49,3% já apoiavam seu impeachment imediato. O novo levantamento indica uma alta de cerca de 11 pontos percentuais em seis meses.
CASO MASTER
A piora da imagem dos ministros acompanha a divulgação de mensagens e relações econômicas associadas ao Banco Master. Moraes foi citado em diálogos extraídos do celular de Daniel Vorcaro e em contratos envolvendo o escritório de sua família.
Toffoli entrou no centro da crise por causa do resort Tayayá, que pertenceu a familiares do ministro e teve participação de um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. O magistrado deixou a relatoria das investigações depois que essas relações vieram a público.
NÚMEROS
A AtlasIntel ouviu 1.852 brasileiros pela internet entre 17 e 21 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.




