André Mendonça respondeu às acusações feitas por Alexandre de Moraes e pediu que o colega seja investigado por abuso de autoridade. Na defesa enviada ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, Mendonça também solicitou o arquivamento do procedimento aberto contra ele.
O embate expõe uma divisão rara no STF. De um lado, Moraes sustenta que há indícios de irregularidades na condução de investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no INSS. Do outro, Mendonça acusa o ministro de usar documentos sem valor de prova e de distorcer informações para atingi-lo.
RESPOSTA DIRETA
Mendonça afirmou que Moraes adotou métodos ilegais para acusá-lo e pediu que a apuração mude de alvo. A defesa foi protocolada no procedimento conduzido por Fachin, que tenta centralizar a análise da crise.
A defesa pede o arquivamento das acusações contra Mendonça e uma investigação sobre Moraes. Fachin já havia assumido a análise do caso envolvendo Moraes, Master e INSS. O documento também cobra acesso integral ao inquérito das fake news, aberto há sete anos.
Segundo Mendonça, os relatórios divulgados por Moraes reúnem impressões internas da Polícia Federal e não poderiam ser tratados como prova de crime. Ele afirma que o material tenta descredibilizar a equipe responsável pelos casos Sem Desconto e Compliance Zero.
ORIGEM DA CRISE
A disputa ganhou força depois que um relatório da PF identificou Moraes como interlocutor em mensagens ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça encaminhou o material à Procuradoria-Geral da República, que se posicionou contra o avanço da apuração.
Moraes reagiu com documentos internos da PF e levantou suspeitas sobre a atuação de Mendonça. Fachin retirou o caso do inquérito das fake news e abriu um procedimento separado para avaliar as condutas.
STF DIVIDIDO
O Supremo passou a analisar simultaneamente as mensagens relacionadas a Moraes e a forma como Mendonça conduziu a investigação. Uma sessão sobre o tema foi interrompida após pedido de vista de Flávio Dino.




