As eleições deste domingo (4) produziram uma lista de derrotas que atingiu políticos com décadas de atuação nacional. Ex-governadores, senadores, ministros e dirigentes partidários ficaram sem mandato após a disputa pelas vagas ao Senado.
Entre os nomes derrotados estão Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Benedita da Silva (PT-RJ), Simone Tebet (PSB-SP), Marina Silva (Rede-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).
A lista reúne políticos de diferentes campos ideológicos. Além disso, alcança personagens que ocuparam posições de destaque nos governos de Lula e Jair Bolsonaro, além de nomes que comandaram estados e partidos.
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DERROTAS NO SENADO
Segundo levantamento publicado pela Coluna Esplanada, da Gazeta do Povo, as urnas interromperam a trajetória eleitoral de vários políticos tradicionais que tentavam chegar ou permanecer no Senado.
Em Minas Gerais, por exemplo, o ex-governador e ex-presidenciável Aécio Neves terminou a disputa pelo Senado na sétima colocação. Já em São Paulo, Simone Tebet e Marina Silva também não conquistaram uma das vagas.
No Paraná, Gleisi Hoffmann ficou fora do Senado. Em outros estados, Renan Calheiros, em Alagoas, Ciro Nogueira, no Piauí, e Randolfe Rodrigues, no Amapá, também aparecem na relação de veteranos derrotados citada pela publicação.
Entre os demais nomes estão Benedita da Silva, no Rio de Janeiro, e Esperidião Amin, em Santa Catarina.
ALIADOS DE LULA
Parte dos derrotados mantém relação direta com o governo do presidente Lula. Gleisi Hoffmann ocupou a Secretaria de Relações Institucionais, enquanto Simone Tebet e Marina Silva integraram a Esplanada dos Ministérios.
Randolfe Rodrigues, por sua vez, exerceu a liderança do governo no Congresso. Já Renan Calheiros mantém uma longa trajetória no MDB e no Senado.
As derrotas, porém, não ficaram restritas ao campo governista. Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, também não conseguiu uma vaga pelo Piauí.
PL AVANÇA
Ao mesmo tempo, o resultado das urnas ampliou a presença do PL no Senado. De acordo com a publicação, o partido chegará a 2027 com pelo menos 25 senadores.
Com esse tamanho, a bancada do PL passa a ocupar uma posição decisiva na próxima composição da Casa, especialmente nas negociações pela presidência do Senado e pelo comando das principais comissões.
O avanço também aumenta o peso da direita e de parlamentares ligados ao bolsonarismo nas decisões que dependerão do Senado durante a próxima legislatura.




