Urnas derrubam veteranos da política em todo o país

Urnas derrubam veteranos da política em todo o país
📷 Montagem editorial reúne nomes conhecidos da política que não conquistaram vaga no Senado nas eleições de 2026. Arte/Radar Político (IA)
Renan Calheiros, Ciro Nogueira, Aécio Neves, Gleisi Hoffmann, Simone Tebet, Marina Silva e Randolfe Rodrigues estão entre os nomes conhecidos que não conseguiram vaga no Senado

As eleições deste domingo (4) produziram uma lista de derrotas que atingiu políticos com décadas de atuação nacional. Ex-governadores, senadores, ministros e dirigentes partidários ficaram sem mandato após a disputa pelas vagas ao Senado.

Entre os nomes derrotados estão Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Benedita da Silva (PT-RJ), Simone Tebet (PSB-SP), Marina Silva (Rede-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

A lista reúne políticos de diferentes campos ideológicos. Além disso, alcança personagens que ocuparam posições de destaque nos governos de Lula e Jair Bolsonaro, além de nomes que comandaram estados e partidos.

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DERROTAS NO SENADO

Segundo levantamento publicado pela Coluna Esplanada, da Gazeta do Povo, as urnas interromperam a trajetória eleitoral de vários políticos tradicionais que tentavam chegar ou permanecer no Senado.

Em Minas Gerais, por exemplo, o ex-governador e ex-presidenciável Aécio Neves terminou a disputa pelo Senado na sétima colocação. Já em São Paulo, Simone Tebet e Marina Silva também não conquistaram uma das vagas.

No Paraná, Gleisi Hoffmann ficou fora do Senado. Em outros estados, Renan Calheiros, em Alagoas, Ciro Nogueira, no Piauí, e Randolfe Rodrigues, no Amapá, também aparecem na relação de veteranos derrotados citada pela publicação.

Entre os demais nomes estão Benedita da Silva, no Rio de Janeiro, e Esperidião Amin, em Santa Catarina.

ALIADOS DE LULA

Parte dos derrotados mantém relação direta com o governo do presidente Lula. Gleisi Hoffmann ocupou a Secretaria de Relações Institucionais, enquanto Simone Tebet e Marina Silva integraram a Esplanada dos Ministérios.

Randolfe Rodrigues, por sua vez, exerceu a liderança do governo no Congresso. Já Renan Calheiros mantém uma longa trajetória no MDB e no Senado.

As derrotas, porém, não ficaram restritas ao campo governista. Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, também não conseguiu uma vaga pelo Piauí.

PL AVANÇA

Ao mesmo tempo, o resultado das urnas ampliou a presença do PL no Senado. De acordo com a publicação, o partido chegará a 2027 com pelo menos 25 senadores.

Com esse tamanho, a bancada do PL passa a ocupar uma posição decisiva na próxima composição da Casa, especialmente nas negociações pela presidência do Senado e pelo comando das principais comissões.

O avanço também aumenta o peso da direita e de parlamentares ligados ao bolsonarismo nas decisões que dependerão do Senado durante a próxima legislatura.