O prefeito de Caçapava, Yan Lopes, tem depoimento marcado para as 14h30 desta quinta-feira (24) na Comissão Processante da Câmara Municipal. A comissão investiga o uso de R$ 2.161.600 do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito para subsidiar as tarifas de ônibus. A Prefeitura ainda não confirmou se ele comparecerá.
A oitiva está prevista para o plenário da Câmara, depois de outros dez depoimentos programados para o dia. A agenda inclui integrantes e ex-integrantes da administração municipal, entre eles a secretária de Finanças, Bruna Akemi Poderoso, e o secretário adjunto de Segurança e Mobilidade Urbana, Sílvio Rodrigues.
O QUE É APURADO
A denúncia questiona se os recursos do Fundo de Transporte poderiam ser usados para pagar o subsídio tarifário do transporte coletivo. Também aponta dúvidas sobre o fornecimento de documentos e informações ao Legislativo.
A Prefeitura nega irregularidade e afirma que o uso do dinheiro teve respaldo técnico e jurídico. A administração diz que o subsídio ajudou a manter o transporte em funcionamento e a preservar a tarifa em R$ 4,20, sem repassar o custo aos passageiros.
A comissão abriu o processo em 11 de agosto, após a Câmara aceitar a denúncia por unanimidade entre os vereadores aptos a votar. Depois de analisar a defesa prévia, os integrantes decidiram continuar a apuração e reunir mais elementos sobre a destinação dos recursos.
ETAPA DE PROVAS
Na primeira rodada de depoimentos, quatro das dez pessoas previstas compareceram. A agenda desta quinta reúne outras oitivas antes da do prefeito; João Mancuso Corinaldesi, secretário de Governo e Relações Institucionais, está previsto para depor às 12h30.
A Comissão Processante é presidida pela vereadora Fran Miranda (PL) e tem Dani Galdino (Republicanos) e Pablo Fernandes (DC) como integrantes. Os depoimentos e documentos serão analisados durante a instrução do processo, antes de qualquer decisão sobre a denúncia.
O ponto central é saber se a aplicação do dinheiro do fundo no subsídio das tarifas respeitou as regras vigentes. Yan nega irregularidade e afirma que a administração apresentará documentos para defender a legalidade do uso dos recursos.




